'F-16' vigia Parque das Nações

Segurança. Três helicópteros e três mil polícias na rua para protegerem delegações

Três helicópteros de uma empresa privada e um avião F-16 da Força Aérea Portuguesa vão vigiar o espaço aéreo do Parque das Nações, durante os dois dias da Cimeira UE- África , que decorre na Feira Internacional de Lisboa (FIL). Na rua, estarão cerca de três mil homens da PSP, divididos entre Corpo de Segurança Pessoal (CSP), dois ou três elementos por chefe de Estado, trânsito e escoltas, dois ou três batedores e policiamento de proximidade. Esta operação de segurança, montada pela PSP, é tão-só das maiores alguma vez preparadas para eventos deste tipo.

 

No entanto, e ao contrário do que inicialmente se previa, dado o número de chefes de Estado e o grau de ameaça dirigido a alguns, o risco definido pelo Serviço de Informação e Segurança (SIS) foi de nível 3 - ou seja, médio e idêntico ao da Cimeira de Lisboa. Contudo, haverá chefes de Estado de delegações europeias e africanas que terão sempre segurança reforçada a acompanhá-los, nos hotéis e nos espaços públicos. É o caso dos representantes da Líbia, Muamar al-Kadhafi, do Zimbabwe, Robert Mugabe, de Espanha, José Luis Zapatero, e da Alemanha, Angela Merkel.

 

Segundo apurou o DN junto de fonte da cimeira , alguns países solicitaram até autorização de porte de arma para os seus seguranças durante o período em que irão permanecer em Lisboa, tendo as autoridades portuguesas atribuído apenas um máximo de quatro licenças por delegação. Algumas pediram, inclusive, viaturas blindadas para os seus representantes, mas nem todas tiveram direito a isso (ver caixa em baixo). Segundo a mesma fonte, outra reivindicação formalizada foi a de alojar os elementos das comitivas no mesmo hotel, "o que era impossível. Há delegações que trazem mais de cem pessoas", explicou fonte da organização do evento. Por exemplo, o Presidente líbio não conseguiu que a sua comitiva, com cerca de 250 pessoas, ficasse toda no Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, onde irá permanecer a partir de hoje e até segunda-feira. A maioria dos elementos ficará espalhada por vários hotéis da cidade. A delegação do Zimbabwe também, estando reservado para o Presidente Mugabe um equipamento de luxo, na Linha do Estoril.

 

Das 127 delegações que vão estar reunidas em Lisboa até domingo - 54 africanas e 29 europeias, mais de 80 chefes de Estado, 16 instituições, 12 observadores, 11 organizações não governamentais e três presidentes parlamentares -, oito chegam hoje e as restantes amanhã. Um universo que deverá ultrapassar as quatro mil pessoas, embora cada delegação apenas possa apenas credenciar 15 elementos para os trabalhos da cimeira . Para estes dias, estão reservados 22 hotéis de Lisboa e Cascais. Ritz, Tivoli, Dom Pedro e Tivoli Tejo são os que alojarão maior número de delegados, confirmou fonte da cimeira .

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