Popularidade de Obama sobe com morte de Bin Laden

O sucesso da operação para apanhar Osama bin Laden aumentou a taxa de aprovação dos eleitores dos EUA em relação ao Presidente Barack Obama, uma notícia positiva para quem prepara a recandidatura ao cargo.

Obama visita hoje o local onde se encontravam as Torres Gémeas, em Nova Iorque, derrubadas nos atentados que colocaram o líder da Al-Qaeda no topo dos homens mais procurados no mundo. O Presidente dos EUA espera encerrar assim o capítulo mais traumático da história recente dos EUA.

Uma visita que também deverá cimentar o capital político ganho com a morte de Bin Laden, escreve o Público. Este jornal espanhol refere as sondagens mais recentes realizadas nos EUA, que reflectem um aumento da taxa de aprovação de Obama. Segundo a sondagem de The Washington Post, a taxa de aprovação aumentou nove pontos percentuais, para 56%, relativamente a Abril, o valor mais elevado desde 2009. O próprio eleitorado republicano reconhece mérito ao Presidente na operação militar. A sondagem da CNN dá 52% de aprovação, contra 48% dos registados há um mês.

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João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

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Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.