Paquistão deve reforçar cooperação na luta antiterrorista

O secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, considerou hoje que o Paquistão deverá reforçar a cooperação na luta antiterrorista, na sequência da morte do chefe da Al-Qaida, Osama Bin Laden.

"É evidente que há problemas de segurança no Paquistão. Encorajámos as autoridades paquistanesas a reforçar a luta contra os terroristas e extremistas, em particular na zona fronteiriça entre o Paquistão e o Afeganistão", declarou numa conferência de imprensa na sede da Aliança Atlântica.

"Constatámos progressos. Penso que há um grande potencial de progresso", acrescentou. "É preciso cooperar activamente com o governo e os militares paquistaneses para reforçar estes esforços para combater os terroristas na zona fronteiriça", considerou o secretário-geral da NATO.

Rasmussen afirmou compreender bem "as questões que se colocam após os acontecimentos de domingo passado mas a conclusão é muito clara: é preciso melhorar e reforçar os laços com o Paquistão". Os Estados Unidos indicaram na terça-feira não ter informado o Paquistão da operação contra Usama Ben Laden por recearem que o chefe da Al-Qaeda fosse alertado para o ataque.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.