Paquistão assegura que não deu cobertura a Bin Laden

O Paquistão negou hoje ter conhecimento prévio da operação militar norte-americana que permitiu matar o líder da Al-Qaida no seu território.

"Nem o governo do Paquistão nem a ISI [serviços secretos] deram refúgio a Bin Laden", disse em conferência de imprensa o secretário dos Negócios Estrangeiros paquistanês, Salman Bashir, referindo que as autoridades não sabiam que estava a ser preparada uma operação dos Estados Unidos contra o líder terrorista.

Bashir responsável deixou no entanto advertências aos Estados Unidos para que os ataques em território paquistanês não se repitam.

"As forças de segurança paquistanesas não são incompetentes nem negligentes quanto ao seu dever de proteger o Paquistão", afirmou. "Não deve haver qualquer dúvida de que a repetição de um ato semelhante terá consequências desastrosas", adiantou.

Os Estados Unidos não informaram o Paquistão da operação contra Bin Laden, receando que os paquistaneses "pudessem alertar" o chefe da Al-Qaida, disse na terça-feira o director da CIA, Leon Panetta, numa entrevista à revista Time.

Bashir insistiu que o seu país tem colaborado na luta contra o terrorismo.

"Oferecemos cooperação à comunidade internacional acreditando na importância de eliminar esta ameaça (o terrorismo)", apontou Bashir que enumerou uma lista de líderes terroristas capturados pelo Paquistão desde os atentados de 11 de Setembro de 2001.

Osama bin Laden foi morto no domingo à noite na cidade de Abbottabad, no norte do Paquistão, numa operação de um comando norte-americano contra a residência onde se encontrava, perto de uma importante academia militar paquistanesa.

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