Conheça os detalhes da operação que levou à captura

O ataque à casa de Bin Laden foi feito pelos SEALS. Participaram 20 soldados e a operação durou 40 minutos. As pistas surgiram há vários anos com um interrogatório em Guantánamo. O líder da Al Qaeda foi surpreendido com a operação montada pelos soldados americanos pertencentes aos SEALS.

A operação começou com quatro helicópteros a sobrevoar a casa situada em Abbottabad, a 60 quilómetros da capital do Paquistão. Imediatamente, 20 soldados, com explosivos de mão e equipados com meios de visão nocturna iniciaram o ataque.

De acordo com a cadeia de televisão Fox, os soldados deram a oportunidade a Bin Laden para se render antes de o alvejarem com um tiro na cabeça. Mas um oficial das forças que intervieram na operação já veio dizer que se tratava de "uma operação para matar" e que nunca ouve ordens para capturar Bin Laden. Nesta operação morreu um filho de Bin Laden, uma mulher usada como escudo humano no tiroteio, um mensageiro e o seu irmão.

Entre as forças norte-americanas não existiram baixas, apesar de um helicóptero ter sido atingido. De acordo com relatos dos meios de informação norte-americanos, o helicóptero terá sido posteriormente destruído pelos SEALS quando a tripulação já estava a salvo. A operação durou cerca de 40 minutos e os militares norte-americanos abandonaram o complexo de helicóptero, levando consigo o cadáver de Usama bin Laden que foi posteriormente lançado ao mar.

"Foi uma operação de precisão cirúrgica, realizada por uma equipa pequena, para minimizar danos em relação a civis presentes no complexo ou residentes em locais próximos", contaram algumas fontes.

Esta operação foi montada pelo Comando Conjunto de Operações Especiais e a CIA. E foi aprovada no sábado pelo presidente Obama, depois de ter tido a garantia de que era naquele local que Bin Laden se escondia.

Ainda segundo os meios de informação norte-americanos, a informação sobre o local onde Bin Laden se escondia já era conhecida das autoridades desde Agosto - o líder da Al Qeida deixou o refúgio nas montanhas para se instalar numa mansão de um milhão de dólares, oito vezes maior do que qualquer outra na região de Abbottabad.

O facto de se tratar de uma casa de luxo e não dispôr de Internet nem telefone motivou maior desconfiança, assim como o facto de estar protegida com muros duplos de seis metros de altura, vários seguranças e rodeada de arame farpado.

Apesar de contraditórias, algumas notícias apontam que os serviços de inteligência paquistaneses participaram na operação. Mas o ataque foi unicamente realizado pelos SEALS, um dos corpos de elite mais bem preparados do mundo e cujo lema é "a dor é temporal, o orgulho dura toda a vida".

Até à conclusão da operação, asseguraram fontes, os Estados Unidos não partilharam as informações com nenhum outro país, nem sequer com o Paquistão, por razões de segurança. "Era essencial para manter o segredo e a segurança da operação", disse uma das fontes, acrescentando que o governo norte-americano informou "a posteriori", imediatamente após a operação, o aliado paquistanês e outros aliados.

Mensageiro levou norte-americanos a líder da Al-Qaida

A operação norte-americana que levou à morte de Usama bin Laden foi preparada e realizada com "precisão cirúrgica", a partir de informações que permitiram localizar um mensageiro da confiança do líder da Al-Qaida, segundo responsáveis dos EUA.

Detidos na prisão norte-americana de Guantánamo deram aos interrogadores o pseudónimo desse mensageiro e disseram tratar-se de um protegido de Khalid Sheikh Mohammed, autor confesso do plano para cometer os atentados de 11 de Setembro de 2001, segundo responsáveis citados pela imprensa dos Estados Unidos.

O verdadeiro nome do mensageiro foi conhecido pelos serviços de informações norte-americanos há quatro anos, mas foram precisos mais dois anos para determinar em que região ele se movimentava e outros dois para o localizar num complexo em Abbotabad, cerca de 50 quilómetros a norte de Islamabad, o que ocorreu em Agosto de 2010. E foi a partir daqui que foi possível chegar a Bin Laden...

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Anselmo Borges

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