Passos quer que próximo governo negoceie ajuda externa

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, defendeu hoje, domingo, que algumas das medidas do pacote de ajuda internacional venham a ser negociadas depois das eleições de 5 de Junho para reflectirem a estratégia politica de um novo governo.

Pedro Passos Coelho justificou esta sugestão ao argumentar que se as instituições internacionais "querem a garantia de que um programa que seja negociado vai ser cumprido então acreditem no novo governo, é mais fiável, dá melhores condições de cumprir esse acordo do que o actual governo que o país tem".

O líder nacional dos sociais-democratas falava na sessão de encerramento do XIII congresso regional do PSD-M que hoje terminou e que confirmou a liderança de Alberto João Jardim por mais quatro anos.

"Se este governo não vai poder executar o programa que vai negociar (...) era importante que, na ajuda que vamos ter, nós pudéssemos garantir os resultados para 2011 mas que fosse possível deixar algumas das medidas que hão-de ser concretizadas pelo futuro governo (...) para que possam reflectir a estratégia económica e financeira que for escolhida pelos portugueses nas eleições que vão ter lugar", disse.

Pedro Passos negou ter pressa em ser poder e de ganhar "penacho" mas realçou estar pronto para ser governo após as eleições porque "não quer deixar o nosso país cair mais baixo e mais fundo do que os socialistas o atiraram"

"O PSD constituirá um governo aberto e abrangente onde o que conta é a competência e a capacidade para mobilizar o país, procuraremos na sociedade portuguesa e no Parlamento toda a convergência que for necessária, sem pedras no sapato, sem qualquer azedume", disse.

"Nós não fazemos do exercício da política um combate de boxe, não trazemos para a política a agressividade e o azedume de quem não se consegue reconciliar com o país, nem com aqueles que o ajudaram, nós queremos trazer para a política abertura e negociação", concluiu Pedro Passos Coelho, acrescentando não confundir os socialistas "com o seu governo e com as suas lideranças".

"Não há espetáculo nem marketing que esconda hoje a situação em Portugal, não há telepontos nem discursos preparados que escamoteiem esta realidade. Em Portugal, desde que o engenheiro Sócrates é primeiro-ministro há cerca de seis anos, o nível de desemprego duplicou", lembrou.

As duas moções em debate neste congresso subscritas pela JSD e por Alberto João Jardim foram aprovadas por unanimidade e aclamação.

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