Passos: Quanto vão custar as SCUT e despesas da saúde?

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou hoje, segunda-feira, o Governo de adiar os verdadeiros números das contas públicas e disse querer saber quanto vão custar ainda para o défice as SCUT e as despesas na área da saúde.

Durante uma conferência da plataforma de reflexão política "Construir Ideias", num hotel de Lisboa, Pedro Passos Coelho referiu-se à revisão em alta do défice de 2010 de 8,6 para 9,1 por cento pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em resultado do impacto de parcerias público-privadas (PPP), divulgada na sexta-feira.

"A cada última revisão do défice de 2010 torna-se cada vez mais difícil ao actual Governo dar uma explicação escorreita sobre o que se está a passar. Eu julgo que essa dificuldade radica no facto de o Governo preferir, eu não direi ocultar, mas que alguns números sejam conhecidos o mais tarde possível. Hoje já não é possível ocultar essa realidade", considerou.

Segundo o presidente do PSD, agora que Portugal tem um programa de ajuda externa pela frente, é preciso saber, quanto ao futuro, quanto vão custar as autoestradas sem portagens (SCUT) e as despesas na área da saúde, entre outras. "Quantos submarinos é que vamos ter todos os anos daqui até 2025?", perguntou.

"Quanto custam alguns dos 'slogans' que foram criados de alguns anos para cá? Digo 'slogans' porque eles não passaram disso, tudo aquilo que nós fomos ouvindo ao longo destes anos como sendo gratuito, tendencialmente gratuito, sem custos para o utilizador, teve custos imensos", reforçou Passos Coelho.

O presidente do PSD voltou a defender que "Portugal já devia ter pedido ajuda há muito tempo", alegando se andou a "esbanjar dinheiro" com o pagamento de juros e que medidas como aumentos de impostos e cortes de salários serviram "para pagar essa factura".

"Hoje estamos em condições de fazer contas e de poder dizer quanto é que custou aos portugueses não ter pedido ajuda mais cedo. Basta ver quanto é que contratámos e a que juro desde Setembro ou Outubro do ano passado quando atingimos o chamado limiar da sustentabilidade da taxa de juro, quando passámos os 7 por cento, aquele número que o ministro das Finanças disse que representava uma taxa insustentável", disse.

"Portanto, nós devíamos ter pedido ajuda mais cedo, não pedimos, isso teve um custo, esse custo agora vai ser estancado e nós vamos poder recuperar a nossa liberdade perdida nos próximos anos", completou o presidente do PSD.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG