"O Rato Mickey tem com certeza culpa da crise portuguesa"

O ex-líder do PSD Luís Filipe Menezes disse hoje, em Gaia, que o primeiro-ministro não aceita ajuda externa para ultrapassar a crise apenas por "teimosia"

Luís Filipe Menezes, à margem de uma conferência de imprensa sobre investimentos em Gaia, classificou de "anedota" os últimos dias, em que "Ana Gomes, Eduardo Cabrita e outros amplificadores do discurso ridículo do primeiro-ministro têm dito que 50 por cento da culpa da crise é de Cavaco e 46 ou 47 é de Passos Coelho".

"Penso que três por cento é do Rato Mickey ou de Bufallo Bill. Penso que o único que não tem culpa nenhuma é o engenheiro Sócrates. Está no poder há 16 anos e não tem culpa nenhuma. O Rato Mickey tem com certeza culpa da crise portuguesa", ironizou o social-democrata.

"Temos todos os presidentes dos grandes bancos a reclamarem a necessidade imediata de ajuda externa e só por teimosia, numa espécie de paródia tipo padeira de Aljubarrota, é que estamos a teimar neste caminho", afirmou em resposta à notícia hoje avançada por jornais económicos, segundo os quais o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) deverá ser usado para a compra de parte dos 750 a mil milhões de euros de dívida de curto prazo.

Um passo que Menezes classificou de "muito mau", considerando que se trata de "vender activos estratégicos em detrimento da resolução circunstancial de um problema de curto prazo baseado numa teimosia, que neste momento é contra o Mundo, do engenheiro Sócrates".

"Estou habituado a ver isso nalguns países árabes. Numa democracia não estou habituado a ver este tipo de teimosias. Nalguns, há essa teimosia de estar apegado ao poder e de teimarem em atitudes que são absolutamente escandalosas", salientou, assegurando que "não é esse o caminho que o presidente do PSD e o PSD seguirão".

Instado sobre o caminho a seguir pelo PSD, e possíveis privatizações, Menezes recordou que "nunca ninguém privatizou tanto em Portugal quanto os socialistas deste ciclo político".

"Cavaco iniciou o ciclo de privatizações mas quem vendeu tudo ao desbarato e com os resultados que estão à vista - EDP, PT, tudo o que era bom e suculento - foram os socialistas. Eles, é que normalmente vendem o Estado, não é o PSD", frisou.

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