Luís Amado: Situação "podia e devia" ter sido evitada

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, disse hoje ver com "tristeza e resignação" a situação em que Portugal se encontra, considerando que "podia e devia" ter sido evitada.

"É com tristeza e resignação que vejo a situação do país, tristeza porque acho que é uma situação que podia ter sido evitada, resignação porque a realidade é mais forte do que as nossas convicções", declarou aos jornalistas antes de dar uma aula aberta no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.

O Governo dirigiu na quarta-feira um pedido de assistência financeira à Comissão Europeia para garantir condições de financiamento a Portugal e ao seu sistema financeiro.

"A situação podia ter sido evitada e devia ter sido evitada", insistiu Luís Amado, lamentando que a credibilidade e prestígio de Portugal tenham sido afectados "pela situação de descalabro financeiro" em que o país se colocou "por uma série de acções políticas irresponsáveis, de jogo com o destino da economia portuguesa".

"A leitura que os mercados foram fazendo da nossa situação, como sempre disse, não comportava uma crise política sobre uma crise financeira e uma crise económica com a gravidade das crises que tínhamos", adiantou.

Para Luís Amado, "o país tem que a partir de agora encarar o futuro com convicção, com confiança, com trabalho, muito trabalho e com uma base de entendimento entre os principais actores políticos que tem estado fora da agenda política nacional e que em grande parte é responsável pela situação em que o país se encontra".

"Acredito que clarificada a situação política com as eleições que aí vêm os partidos tenham a maturidade necessária, e os seus principais dirigentes, para encontrarem a base de entendimento necessária para que o país recupere a confiança e a credibilidade no sistema internacional e em particular junto dos mercados financeiros", acrescentou.

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