"Não haverá aumento de impostos", afirma Miguel Relvas

O secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, afirmou hoje que "não haverá aumento de impostos" com os sociais-democratas no Governo e o programa eleitoral "demonstra-o" de "forma clara".

"Não haverá aumento de impostos, de uma forma clara já está demonstrado, o programa demonstra-o", afirmou Miguel Relvas aos jornalistas após o Conselho Nacional do PSD, que decorreu num hotel de Lisboa. Miguel Relvas respondia aos jornalistas que o questionavam acerca da proposta do PSD de reduzir a taxa social única (TSU), nomeadamente sobre se a forma de "compensar" essa descida seria o aumento de impostos. Miguel Relvas afirmou que "está já esclarecido que não", remetendo para as explicações de Carlos Moedas, que anteriormente tinha dito aos jornalistas que a descida da TSU será conseguida através da "reestruturação do IVA", como já constava do PEC 4 e já tinha sido defendido pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos. "A grande preocupação que nós temos que ter é a de criar emprego", sublinhou.

O secretário-geral social-democrata defendeu que com o programa eleitoral hoje aprovado por unanimidade no Conselho Nacional do PSD fica "demonstrado de forma clara que há vida para além 'troika'", constituída pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Central Europeu (BCE) e a Comissão Europeia. "Fica demonstrado que há programas alternativos e Portugal tem todas as condições de poder olhar para o futuro com esperança e com a ambição de que o crescimento económico vai poder permitir ultrapassar as dificuldades que vivemos nos últimos anos", argumentou. Para Miguel Relvas, está feita de "uma forma clara" a "separação das águas" para as eleições de 5 de junho, numa dramatização da escolha, que, afirmou, será apenas entre PS ou PSD.

"O resto é desperdiçar votos, só há duas opções em cima da mesa no dia 5 de junho", afirmou, referindo que a "avaliação daquele que é o rosto do descalabro a que Portugal chegou, que é o atual primeiro-ministro, o engenheiro Sócrates, será feita permanentemente". "Ou seguimos o caminho que seguimos até aqui e os portugueses têm a alternativa do PS e do engenheiro Sócrates, ou então, se queremos a mudança, se queremos uma nova realidade, se queremos ser capazes de ultrapassar o descalabro a que chegamos, os portugueses têm a alternativa do PSD e do doutor Pedro Passos Coelho", afirmou.

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