Relvas critica quem abre "espaço a estados de alma"

Miguel Relvas encerrou interpelação ao Governo dizendo que é preciso "manter o rumo", não havendo espaço "para ânimos fracos, estados de alma e profissionais da desistência". Palavras que parecem dirigidas ao CDS de Paulo Portas

Foi um discurso lido de forma tensa, com o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares a picar-se com o deputado comunista Honório Novo, que o criticava da bancada. Miguel Relvas parou a leitura do discurso e respondeu diretamente ao parlamentar que se limitou a dizer "que o senhor ministro não gostou do que disse".

Mas este foi um discurso para sublinhar que não há caminhos alternativos, que "levam a um recuo de três décadas". E aí Miguel Relvas quis enviar também recados para o interior da maioria, nomeadamente para o parceiro da coligação, o CDS de Paulo Portas. "No colete-de-forças que nos é imposto pelo resgate não há espaço para ânimos fracos, estados de alma e profissionais da desistência." E na linha do que já Vítor Gaspar tinha dito, na apresentação do Orçamento do Estado para 2013, "travar a mudança será o mesmo que rasgar o memorando, tornando inúteis todos os sacrifícios feitos até agora."

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