PSD rejeita "radicalismos" e diz que todos têm de contribuir

O vice-presidente do PSD Moreira da Silva defendeu hoje que "todos têm de contribuir" para resolver "o problema" que a decisão do Tribunal Constitucional "veio abrir" e afirmou que a "gravidade do momento" não permite "radicalismo partidário".

"Esta decisão [do Tribunal Constitucional] veio abrir um problema para cuja resolução todos tem de contribuir. A gravidade do momento não permite o maniqueísmo político ou o radicalismo partidário. É o futuro dos portugueses que está em causa", declarou Jorge Moreira da Silva, numa curta declaração na sede do PSD, no fim da qual não respondeu a perguntas.

O vice-presidente social-democrata considerou que a decisão do Tribunal Constitucional "tornou mais arriscado o cumprimento do memorando e a capacidade de Portugal para honrar os compromissos internacionais".

Moreira da Silva elogiou a declaração do primeiro-ministro ao país, hoje, porque "reafirmou o objetivo de concluir o memorando de entendimento" no prazo previsto e de fazer "tudo para impedir a necessidade de um segundo resgate".

O vice-presidente do PSD saudou o primeiro-ministro por optar "por responder ao problema orçamental" através de "uma redução estrutural da despesa no quadro de uma reforma do Estado reclamada por todos há longos anos e não pela via do aumento de impostos".

"Agora, todos têm a obrigação de fazer escolhas claras e de demonstrar o espírito de compromisso de que necessitamos", afirmou.

Passos Coelho anunciou hoje que não aumentará impostos e que tem a intenção de reduzir a despesa pública com a segurança social, saúde, educação e empresas públicas, para compensar o "chumbo" de várias normas do Orçamento do Estado para 2013 pelo TC.

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