Portas vota OE para evitar crise política

CDS vota o documento para 2013 para colocar o país "ao abrigo de quaisquer perigos fundamentais". Líder do partido minoritário da coligação esteve reunido mais de três horas com grupo parlamentar

"Não acho que Portugal possa ter uma crise política nestas circunstâncias." Foi com esta frase que Paulo Portas justificou hoje à tarde o voto do CDS ao Orçamento do Estado para 2013, apresentado segunda-feira por Vítor Gaspar. "Quero que Portugal tenha um Governo estável e que esteja ao abrigo de quaisquer perigos fundamentais", sentenciou. "Se Portugal tivesse uma crise ficaria muito perto de uma situação da Grécia", insistiu Portas.

No final de uma reunião com o grupo parlamentar do CDS, que se prolongou por três horas e um quarto, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros veio admitir aos jornalistas que as negociações ("complexas porque a situação de Portugal é ela mesma complexa") tiveram três focos de tensão na discussão do Orçamento entre os dois partidos da coligação, PSD e CDS. A taxa social única, a cláusula de salvaguarda do IMI e os escalões de IRS, a primeira vez que publicamente alguém da coligação admite este tema como dividindo a coligação.

Portas deixou ainda uma farpa ao seu colega das Finanças. "Não tenho habilitação técnica", para analisar as afirmações do FMI, "mas como político considero relevantes as declarações que a diretora-geral do FMI fez", disse. Recorde-se que Vítor Gaspar tinha desvalorizado as afirmações de Christine Lagarde de que a austeridade tinha um forte efeito recessivo.

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