Portas diz que violação de disciplina terá consequências

O presidente do CDS-PP afirmou hoje que os estatutos do partido preveem "consequências" para quem não respeitar o sentido de voto para um Orçamento do Estado, numa referência ao deputado madeirense que deverá hoje votar contra o documento.

"É muito claro, a decisão está tomada [o sentido de voto do CDS no Orçamento] e, obviamente, os estatutos também dizem que quem não a respeitar terá obviamente consequências", afirmou Paulo Portas.

O líder democrata-cristão, que é ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, falava aos jornalistas no Parlamento acerca da indicação que foi dada pelo CDS-PP/Madeira ao deputado Rui Barreto, eleito pelo círculo da Madeira, para votar contra o Orçamento do Estado.

"O Orçamento do Estado é uma questão nacional e, por isso, os nossos estatutos dizem com clareza que a responsabilidade pelo sentido de voto num Orçamento do Estado que é nacional é uma responsabilidade da direção nacional do partido", afirmou.

"Eu não me intrometo das decisões de voto do CDS da Madeira sobre o Orçamento da Madeira no Parlamento da Madeira. Respeito a autonomia que os nossos estatutos também consagram, mas em questões nacionais, eu protegerei sempre no partido e no país o princípio da integridade e da unidade territorial", sustentou.

Portas, que encerra hoje no Parlamento o debate do Orçamento do Estado na generalidade, não respondeu a perguntas dos jornalistas.

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