Portas diz que CDS-PP viabiliza Orçamento

Três dias depois de ser apresentado o Orçamento do Estado para 2013, Paulo Portas quebrou o silêncio para, num comunicado, dizer que o CDS-PP viabilizará o Orçamento e que, neste momento, Portugal não pode ter uma crise política.

"O CDS votará o Orçamento de Estado considerando que Portugal não pode ter uma crise política que agravaria, ainda mais, a situação económica e social extremamente sensível que o nosso País atravessa", lê-se num comunicado, enviado esta manhã às redações e assinado por Paulo Portas, na sua qualidade de presidente do segundo partido da coligação que forma o Governo.

O também ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros esclarece nesse comunicado, de quatro pontos, que "o CDS valoriza a estabilidade num momento especialmente crítico para Portugal", dado que o país se encontra sujeito "a um Programa de Assistência Ecómica e Financeira da comunidade internacional".

Sublinhando que o CDS-PP, parceiro de coligação do PSD, tem noção de que Portugal depende dessa assistência externa, o partido "leva ainda em conta a situação na Zona Euro, especialmente nalguns Estados membros e, considera, por isso, que Portugal deve revelar prudência para evitar perigos suplementares". E alerta que, não ter Orçamento, significaria uma situação de "incumprimento para com os compromissos estabelecidos com os nossos credores".

Sem se pronunciar sobre propostas específicas contidas neste Orçamento, Portas promete, porém, que o grupo parlamentar do seu partido "contriburá para melhorar aspectos do Orçamento de Estado até à conclusão do respectivo processo". Lembrando que "o CDS tem o peso que os portugueses lhe deram", sendo a terceira força política" em Portugal, o governante sublinha que "numa situação de emergência nacional, todos têm um contributo a dar para assegurar a estabilidade política, o consenso nacional e a coesão social em Portugal".

O presidente do CDS/PP lembra no mesmo comunicado que amanhã, sexta-feira, reúne com o grupo parlamentar do partido para discutir o Orçamento para 2013. Enquanto isso, em Bruxelas, o primeiro-ministro e líder do PSD, Pedro Passos Coelho, participa em mais um Conselho Europeu, que será marcado pela grave crise na Zona Euro. Em particular pela situação que enfrentam países como Portugal, Grécia, Espanha ou Itália.

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