Jardim justifica voto favorável com negociações com Governo

Alberto João Jardim justificou hoje o voto favorável dos quatro deputados do PSD-M ao Orçamento do Estado para 2013 por não poder "entrar em choque" numa altura em que decorrem negociações entre os governos da República e Regional.

"Numa fase de negociações eu não podia entrar em choque com o Governo da República visto que temos uma série de propostas de alterações ao Orçamento em matérias que dizem respeito à Madeira", disse, no discurso que fez na inauguração das obras de remodelação do miradouro do Cabo Girão, no concelho de Câmara de Lobos.

Para o presidente do Governo Regional, "seria uma loucura no início de um processo negocial cortar logo esse processo negocial".

"Nesta fase o que nós dizemos é o seguinte - nós damos o benefício da dúvida, nós estamos aqui para negociar e será diferente o sentido do nosso voto se no final do mês, quando for a votação global final, as necessidades da Madeira não estiverem suficientemente servidas e garantidas", acrescentou.

Jardim qualificou de "cenas de circo" a posição do deputado do CDS/PP-M, Rui Barreto, que votou contra o Orçamento porque "o CDS não está no Governo da Madeira, o CDS pode brincar ao circo da política e com o Orçamento".

"O Governo da Madeira é responsável, não brinca com estas coisas e mantém as negociações até ao fim", sublinhou.

O presidente do Governo Regional voltou a defender uma revisão constitucional para Portugal poder resolver a "aflitiva situação económica e financeira em que mergulhou".

"É necessária uma revisão constitucional para salvar o Estado Social", reiterou.

Disse ainda aguardar o resultado das eleições internas no PSD-M e que se os militantes lhe derem a confiança para liderar o partido enviará para a Assembleia Legislativa Regional um projeto de revisão constitucional para depois ser entregue na Assembleia da República.

"Temos aqui mais uma inauguração fundamental para a nossa economia, continuamos a trabalhar mesmo numa situação de paralisia na República portuguesa", declarou.

A obra compreendeu a criação de novas acessibilidades a automóveis e a peões e representou um investimento superior a 2 milhões de euros com comparticipação financeira através do programa Intervir +.

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