Deputado do CDS quer escrever "nova" Constituição

O deputado centrista que em novembro passado tinha manifestado o seu "desprezo" pela Constituição voltou hoje a dizer que esta "não serve" e sugere que o atual texto se possa "revogar mesmo".

Um deputado do CDS tinha manifestado, em novembro passado, na sua conta pessoal do Twitter, o seu "desprezo" pela Constituição da República Portuguesa (CRP). Hoje voltou à carga, no seu blogue À Vontade do Freguês, para dizer que a CRP "não serve" e sugere que a atual se possa "revogar mesmo para escrever uma nova". Michael Seufert reagiu assim ao chumbo do Tribunal Constitucional a quatro normas do Orçamento do Estado.

Para este deputado, a CRP "não tem uma palavra de solidariedade intergeracional quando estão causa encargos assumidos por outras vias, como a das PPP", defendendo que o texto já revisto por sete vezes desde 1976 "protege impostos altos e chumba cortes na despesa". E Seufert questiona se "pode, por exemplo, alguém que não vota, ou que vota pela redução da despesa pública e dos impostos ser depois carregada com os impostos decorrentes da opção de terceiros por mais despesa pública", omitindo o facto da maioria governamental ter promovido um "enorme aumento de impostos" com este Orçamento do Estado.

A rematar o seu texto, o deputado do CDS defende que se deve escrever um novo texto, mas "não uma Constituição revanchista do 25 de Abril e do período revolucionário subsequente (que trouxe muito lixo para o texto constitucional mas que o que até torna o texto um legítimo representante do espírito da época), mas uma Constituição que limite a ação dos governos e governantes face aos direitos, liberdades e garantias que devem ser cimeiros num texto fundamental - incluindo os direitos dos até agora esquecidos".

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