CDS saúda primeiro-ministro por não aumentar impostos

O líder parlamentar dos centristas, Nuno Magalhães, elogiou o "sentido de responsabilidade" de Pedro Passos Coelho e frisou que a subida da carga fiscal seria trágica para a economia.

O CDS-PP já reagiu ao comunicado do primeiro-ministro sobre a declaração de inconstitucionalidade de quatro artigos do Orçamento do Estado de 2013, frisando que a mensagem de Pedro Passos Coelho se reveste de "bom-senso" e de "sentido de responsabilidade", numa altura de "dificuldades significativas" em que vão ser negociados os moldes de "reembolso dos empréstimos internacionais".

"É bom saber que temos um Governo que sabe a ordem das prioridades e dos interesses do País, numa altura em que Portugal volta a ser citado internacionalmente de uma forma bastante inquietante", frisou o líder parlamentar dos democratas-cristãos, Nuno Magalhães.

O deputado dos centristas, parceiros de coligação do PSD no Executivo, destacou a importância de Passos Coelho ter recusado um novo aumento de impostos, pois, sublinhou, essa decisão "teria um efeito trágico para a economia, para as empresas e para as famílias".

Nuno Magalhães aproveitou a ocasião para relembrar as responsabilidades do PS no atual estado das finanças públicas e da economia nacional, vincando que o "povo português está a sofrer as consequências de em 2011 o País ter deixado de ser capaz de fazer face aos seus compromissos". Por isso, desafiou também os socialistas, falando em partidos do "arco da governabilidade", para a procura de soluções que compensem o rombo financeiro causado pelo acórdão do Tribunal Constitucional.

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