Seguro: "Sinto-me de consciência muito tranquila"

O secretário-geral do PS afirmou-se hoje de "consciência muito tranquila" face à estratégia seguida pelos socialistas em relação ao Orçamento, sustentando que foi possível "melhorar" a vida de 200 mil portugueses no próximo ano.

António José Seguro falava aos jornalistas após a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2012 ter sido aprovada em votação final global pela maioria PSD/CDS, com a abstenção do PS e os votos contra da restante oposição de esquerda.

"Sinto-me de consciência muito tranquila, porque o PS agiu sempre em defesa do interesse nacional e, para além disso, apresentou propostas para tornar menos injusto este Orçamento do Estado. Não conseguimos tanto quanto queríamos - queríamos a devolução de um salário para os funcionários públicos e de um pensão para os reformados -, mas conseguimos que o Governo cedesse em alguma coisa", advogou o líder socialista.

Segundo António José Seguro, por pressão política do PS, "foi possível melhorar a vida de cerca de 200 mil portugueses no próximo ano".

"Ficámos também satisfeitos com a aprovação da nossa linha de crédito para apoio às pequenas e médias empresas. Sabemos que este é um Orçamento mau, que poderia ter seguido um outro caminho, aliviando os sacrifícios das pessoas e das empresas", observou.

António José Seguro considerou depois inexplicável o que levou a maioria PSD/CDS a não aprovar uma medida relacionada com a manutenção do IVA da restauração e outra que defendia uma redução da taxa IRC para as pequenas e médias empresas com lucros até 12.500 euros.

"O Governo e a maioria PSD/CDS foram insensíveis aos nossos argumentos. Isto demonstra que estamos perante um Orçamento das Finanças, que nada ou pouco tem a ver com economia, num momento em que o país precisava de ter um Orçamento que apoiasse o crescimento", acrescentou.

Interrogado sobre as divergências no PS ao longo do processo de discussão do Orçamento, Seguro contrapôs que a sua "preocupação vai sempre para as pessoas e para as empresas".

"Lutei durante mais de um mês, com muita gente no interior do PS e com muita outra gente fora do PS, para que fosse possível tornar este Orçamento menos injusto. De facto, 200 mil portugueses vão ter no próximo ano mais dinheiro nas suas carteiras - isso foi graças à luta que o PS aqui fez", defendeu.

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