Seguro desafia maioria a apresentar provas da disponibilidade para "modelação"

O secretário-geral do PS, António José Seguro, desafiou hoje o Governo e a maioria a apresentarem "prova concreta" da sua disponibilidade para aliviar o esforço dos funcionários públicos e dos pensionistas no orçamento para o próximo ano.

"Espero que esta maioria e este governo dêem um contributo, prova concreta da sua disponibilidade e isso não pode ser só nas palavras tem que ser também na votação", disse António José Seguro.

O secretário-geral socialista falava aos jornalistas no final de um encontro em Lisboa com o Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, ainda antes de a maioria do PSD/CDS-PP ter anunciado que irá apresentar uma proposta de alteração ao Orçamento para subir o valor a partir do qual serão cortados os dois subsídios de férias e de Natal, para os 1100 euros, e um subsídio, para os rendimentos acima dos 600 euros.

O secretário-geral expressou também a disponibilidade do Partido Socialista para votar "todas as propostas que tornem menos injusto este orçamento e menos penoso o sacrifício pedido aos reformados e aos funcionários públicos".

"O Partido Socialista apresentou propostas que são conhecidas, são do conhecimento do Governo[...]. As nossas propostas são sérias e têm um impacto neutral no orçamento, isto é, o valor do défice comprometido para o próximo ano não está afectado com as propostas socialistas [...]. Trata-se agora de uma questão de vontade política, é saber se a maioria do PSD e do CDS-PP têm ou não vontade política para aprovar as propostas do Partido Socialista que tornam menos injusto este orçamento e apoiam o crescimento da economia", disse Seguro.

Sobre a audiência com o Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, o secretário-geral socialista adiantou que o encontro foi dominado pelas relações bilaterais e pelas questões do investimento.

"Tivemos oportunidade de abordar contributos para que houvesse uma maior facilidade no investimento português em Moçambique e na participação de quadros portugueses nesse investimento", disse António José Seguro.

Para o líder socialista, as relações entre Portugal e Moçambique "são muito positivas" e "não há razão para que não sejam ainda mais reforçadas e aprofundadas", em particular na área económica, na cultural e no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

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