"Se não fosse aplicado agora, morríamos todos hoje"

O ex-líder do PSD disse hoje que "seria uma tragédia nacional se o maior partido da oposição não assumisse as responsabilidades pela forma como deixou o país após 15 anos de ciclo político em que foi maioritário".

"O PS mudou de líder há pouco tempo, um líder que tem necessidade de se afirmar e que até ao último dia vai fazer exigências, pedir esclarecimentos, mas acho que seria uma vergonha e uma grande tragédia nacional que o maior partido da oposição não assumisse as responsabilidades pela forma como deixou o país após 15 anos de ciclo político em que foi maioritário", afirmou hoje o presidente da Câmara de Gaia, à margem das II Jornadas AEP/Serralves, no Porto.

Em declarações à Lusa, Luís Filipe Menezes rejeitou a ideia de que na proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2012 (OE2012) o Governo foi "mais além" que o previsto no memorando de entendimento com a 'troika", defendendo que "nenhum Governo queira ir muito para além da necessidade de pedir sacrifícios por uma questão de sadismo".

Para o ex-dirigente social-democrata, "o Governo está a tomar as medidas cautelares para cumprir escrupulosamente aquilo a que o país se propôs", realçando que Portugal chegou "a uma situação de indigência nacional a que a má política dos últimos 15 anos conduziu".

"A questão essencial é pegar ou largar. Senão pegávamos na mala e íamos plantar couves para o interior do país", declarou.

O autarca gaiense realçou que o OE2012 tem que ser analisado na evidência de "uma emergência nacional": "Se não fosse aplicado agora, morríamos todos hoje. Aplicando esta fórmula podemos eventualmente salvarmo-nos".

À margem do debate sobre a reindustrialização do país, Menezes defendeu que "a Europa deveria fazer um conjunto de reformas institucionais, mantendo a exigência na perseguição dos equilíbrios orçamentais, mas de uma forma mais gradativa para não matar a economia por um excesso de aperto".

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