PS diz que conseguiu pequenas conquistas com grande significado

O líder parlamentar do PS vincou hoje que a versão final do Orçamento do Estado não é a defendida pelos socialistas, mas reivindicou que a sua bancada conseguiu na especialidade "pequenas conquistas com grande significado".

"Só um grande esforço político do PS conseguiu que a maioria absoluta recuasse ainda que de forma minimalista", declarou Carlos Zorrinho no encerramento do debate da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2012.

Segundo o líder da bancada socialista, por pressão política do PS, conseguiu-se que, na fase de especialidade, a maioria PSD/CDS aceitasse modelar cortes nos subsídios e pensões, aceitasse uma linha de crédito para o investimento e minorasse o aumento do IVA dos bens culturais, assim como devolvesse a autonomia do Ensino Superior, das autarquias e das regiões.

"São pequenas conquistas com grande significado. Elas são a prova que outro caminho era possível", sustentou o presidente do Grupo Parlamentar do PS.

De acordo com Carlos Zorrinho, na sequência da atuação do PS no Parlamento, houve "resultados para 160 mil portugueses que viram reduzidos os cortes, para empresas que acederão a novos financiamentos e para centros de conhecimento e para agentes culturais".

No entanto, na sua intervenção final, Zorrinho procurou fazer uma demarcação política face à proposta final de Orçamento e justificou a opção da abstenção dos socialistas.

"Este continua a não ser o nosso Orçamento", disse o líder da bancada socialista, considerando depois que a proposta do executivo "contém a marca de uma oportunidade perdida para tornar menos injusta e recessiva" a política orçamental.

Neste contexto, Zorrinho observou que os juros da dívida pública portuguesa continuam a subir, "prova evidente de que a crise não se resolve só internamente, nem que este Orçamento é credível como instrumento de recuperação".

"Uma estrutura de redução do défice (dois terços via despesa e um terço via receita) não é imposta pelo plano de assistência financeira e ilustra bem a vontade sempre presente no Governo em ir para além da troika, de representar os interesses dos mercados em Portugal e não os interesses de Portugal junto dos mercados", criticou o presidente do Grupo Parlamentar do PS.

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