Marcelo: Seguro mostrou que "havia folga" mas não tirou vantagem

O professor de Direito defendeu hoje que o líder socialista mostrou que "havia folga" para introduzir melhorias ao Orçamento, mas foi obrigado por parte do seu partido a não "retirar nenhuma vantagem política" desse esforço.

Para o antigo presidente do PSD, "tudo o que fosse melhorar o Orçamento era positivo", valorizando as alterações introduzidas pela maioria numa "medida que vai favorecer 50 mil trabalhadores da Função Pública e sobretudo 70 por cento dos pensionistas". "O Governo fez um esforço, havia folga", disse.

"A única coisa que não percebo é porque é que António José Seguro em vez de tirar créditos e méritos do esforço que fez para mostrar que havia folga, às tantas foi obrigado pelo Partido Socialista a não poder retirar nenhuma vantagem política daquilo que tinha andado a fazer e acabou por votar contra ou abster-se naquilo devia ter votado a favor", afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa atribuiu aquele comportamento ao facto de uma parte do PS não ter visto "bem" a abstenção na generalidade ao Orçamento.

Essa parte do partido, defendeu, "achou que era um compromisso excessivo para o partido estar a votar a favor destas medidas, que era um compromisso para o partido, o partido que tinha outro projecto, outra visão e queria estar à vontade para criticar".

"António José Seguro tinha visto bem a questão quando tinha dito que votava favoravelmente nem que fosse meio ponto, tudo o que seja para melhor fruto da sua exigência e do seu pedido, da exigência do Presidente da República, da pressão da sociedade portuguesa, é positivo, é pouco mas é positivo", afirmou.

"Houve uma parte do partido que não percebeu isso", acrescentou.

O secretário-geral do PS já desvalorizou a contestação de deputados socialistas às opções da sua liderança, contraponto que recebeu muitos e-mails de cidadãos a agradecerem-lhe por ter pressionado o Governo para suavizar os cortes de subsídios.

Segunda-feira, durante o debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2012, vários deputados socialistas enviaram e-mails ao líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, a contestarem a hipótese de se votar a favor da proposta do PSD/CDS para introduzir uma modelação mais suave nos cortes de salários e de pensões dos trabalhadores do setor público e reformados.

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