Louçã critica pensões vitalícias na política e diz que corte vem "tarde"

O líder do BE, Francisco Louçã, criticou hoje que os políticos possam beneficiar de pensões vitalícias e considerou que as limitações que a maioria parlamentar quer impor vêm "tarde", assinalando que nenhum dirigente ou apoiante bloquista beneficia desta subvenção.

"Durante tanto tempo não aceitaram esta proposta do BE, até que, finalmente, se terminou com as subvenções vitalícias, embora alguns tenham ficado do passado, e são muitos e é muito dinheiro. Eu registo, aliás, que não há uma única pessoa do BE nas listas imensas de tantos partidos diferentes que receberam subvenções, ou que recebem subvenções ou que receberam subsídios de reintegração", referiu.

O coordenador da comissão política do BE falava aos jornalistas no final de um encontro na sede do partido com o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, depois de questionado sobre a intenção de PSD e CDS-PP de eliminar pensões de ex-políticos que estejam no sector privado. "Não está lá ninguém do BE, nós levamos a sério a nossa responsabilidade e por isso só temos uma palavra, a lei da Segurança Social é o que se aplica a qualquer cidadão e qualquer cidadão têm de ser todos os cidadãos", sublinhou Louçã.

O líder bloquista considerou ainda "curiosíssima a atitude do PSD e do CDS, porque o BE sempre defendeu que não podia haver subvenções vitalícias" e que "qualquer responsável político, porque é politico, tinha de aceitar a lei geral da Segurança Social, ter a sua reforma no seu tempo próprio e pelo valor pelo qual descontou". "Todos são iguais e quem tem responsabilidades tem de cumprir a lei que propõe para todos os portugueses", advogou. "Foram eles que promoveram esta medida, foram eles que a promoveram, foram eles que a criaram e distribuíram entre os seus. Se agora se arrependeram, melhor ainda, ouvem tão tarde aquilo que o BE sempre defendeu. Não pode haver nunca uma lei especial para quem tem o poder de fazer as leis, é o pior exemplo que se pode dar ao país", concluiu.

Louçã deixou ainda uma crítica aos partidos da maioria pelos cortes que estão previstos no Orçamento do Estado para 2012. "O PSD e o CDS não podem é disfarçar uma coisa, aos reformados todos que tem mais de 485 euros estão a tirar dois meses por cada ano do seu rendimento, estão a tornar mais pobres os reformados e por essa responsabilidade vão responder, é para essas pessoas que a justiça tem de ser assegurada é disso que tanto o PSD como o CDS fogem como o diabo da cruz", concluiu.

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