Passos explica desvio com jogo, barragens e património e protege leite com chocolate

Em resposta a Francisco Louçã, Passos Coelho desmentiu ainda a notícia da subida do IVA no leite com chocolate de 6 para 23%.

O primeiro-ministro justificou o desvio extraordinário de mil milhões nas contas para 2012 com receita não realizável nas concessões de jogo, com barragens e a atribuição de potência fotovoltaica e ainda com a impossibilidade de realizar 300 milhões em venda de património.

"Hoje, com alguma dificuldade, o senhor primeiro-ministro percebeu que o país não aceita ter sido enganado. Salvem o leite achocolatado era a política do PSD na última negociação do Orçamento do Estado, aí vai o aumento do IVA para a restauração e para produtos essenciais, incluindo produtos de alimentação", acusou o líder do BE, Francisco Louçã, durante o debate quinzenal na Assembleia da República.

Na resposta, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, garantiu que o leite achocolatado continuará na taxa reduzida. "Quero-lhe garantir que o leite achocolatado continua na taxa reduzida, como continuam na taxa reduzida todos os bens essenciais", disse Passos Coelho, acrescentando que foram ainda preservados na taxa reduzida "produtos que poderiam não ser considerados bens essenciais" e que envolvem a agro-indústria e os agricultores.

Quanto à taxa intermédia, referiu ainda o primeiro-ministro, houve "o cuidado de na agricultura, nas pescas e na viticultura preservar o essencial do que constituiria uma machadada final nestes sectores". "Não é verdade que não exista uma preocupação evidente na forma como foi estruturada toda a proposta na área fiscal", assegurou Passos Coelho.

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