CDS acusa PS de ter perdido "atitude inicial de responsabilidade"

O líder parlamentar do CDS-PP defendeu hoje que o PS não está a acompanhar a "atitude inicial de responsabilidade", acusando os socialistas de fazerem depender a "oportunidade do sentido de Estado da sua oportunidade, do seu momento, das suas dificuldades".

"As declarações de ontem do presidente do grupo parlamentar do PS revelam duas coisas. Primeiro, que, para o PS, o valor de conversações para uma convergência séria não dependem da oportunidade do sentido de Estado, mas da sua oportunidade, do seu momento das suas dificuldades", acusou Nuno Magalhães.

No encerramento do debate do Orçamento do Estado no Parlamento, o líder da bancada democrata-cristã disse que as declarações de Carlos Zorrinho na terça-feira demonstram que "o PS, tendo assumido uma atitude inicial de responsabilidade, não está preparado para ser consequente com essa mesma responsabilidade que se exige ao maior partido da oposição".

Nuno Magalhães disse que, ao contrário de outros partidos da oposição, o PS teve "uma postura responsável" quando "logo no início deste processo anunciou a sua abstenção, honrando o que negociou e assinou em nome de Portugal", mas depois derivou para uma postura de "sim mas não".

"Sim, é preciso reformar mas não agora e não tanto. Sim, é preciso poupar mas não aí, neste setor. Sim, é preciso fazer mas não já", descreveu.

O líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, afirmou na terça-feira que se demonstrou, durante as conversações com o Governo, que os cortes de subsídios poderiam aplicar-se apenas a partir dos 700 euros e os cortes integrais abrangerem só os rendimentos acima dos 1500 euros.

Carlos Zorrinho declarou ainda que o PS decidiu não votar a favor da proposta de modelação dos cortes de subsídios, optando antes pela abstenção, porque o Governo recuou na possibilidade de ir mais além na revisão das suas propostas de cortes dos subsídios de férias e de natal dos trabalhadores do setor público e dos pensionistas.

No encerramento do debate do Orçamento, Nuno Magalhães referiu-se aos outros partidos da oposição - numa referência ao PCP e BE - como os do "contra, do 'roubo', do 'assalto', da 'luta'", que "segue a doutrina" de não falar com quem empresta dinheiro a Portugal, não negoceia e não cumpre.

"A esta oposição, os portugueses deram o seu veredicto nas últimas eleições e, por isso, devemos ter a exacta noção do que representa", afirmou.

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