BE critica "leviandade" de Passos ao admitir possíveis novas medidas

O BE criticou hoje a "leviandade" e a "descontração" com que o primeiro-ministro admitiu a possível aplicação de medidas adicionais de austeridade, depois da aprovação do Orçamento do Estado para 2012 em votação final.

A crítica surge em reacção à entrevista hoje à noite à SIC de Pedro Passos Coelho, que admitiu que há um risco de o "declínio económico" em 2012 ser maior do que o previsto pelo Governo e que, nesse cenário, sejam adoptadas novas medidas de austeridade.

Em declarações à Agência Lusa, José Guilherme Gusmão, da Comissão Política do Bloco de Esquerda, criticou a "descontração" e a "leviandade" com que Passos Coelho assumiu a possibilidade de "introdução de medidas adicionais" de austeridade, depois de as ter negado anteriormente e de o Orçamento do Estado para 2012 ter sido aprovado em votação final horas antes.

"Poucos meses após ter sido eleito, já se refugia na arrogância dos primeiros-ministros que estão há demasiado tempo no poder, nomeadamente não se dá ao trabalho de pedir desculpas pela quebra de promessas que fez no mês anterior e não se dá ao trabalho de inventar justificações novas", apontou o dirigente bloquista.

Para o BE, com as medidas anti-crise da 'troika' internacional e do Governo, o país "estará mais pobre, terá níveis de desemprego nunca antes vistos na história da democracia e terá muito mais dívida".

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