Sócrates tenta travar manobra da PT

O primeiro-ministro manifestou-se ontem convicto de que a PT não irá, como anunciou, pagar dividendos extraordinários aos accionistas antes de o OE 2011 entrar em vigor.

Seria algo que, a acontecer, iria eximir a empresa de pagar impostos por essa operação, que estão previstos na proposta ontem aprovada na generalidade no Parlamento. "A PT perceberá, a sua administração certamente perceberá", disse.

Entrevistado ontem à noite na TVI, o primeiro-ministro garantiu também que nada do que será gasto na privatização do BPN irá onerar o défice público. "Essas operações serão imputadas à dívida pública", garantiu.

Sobre o TGV, em particular o troço Caia-Poceirão, disse que a "reavaliação" comprometida com o PSD será baseada em "estudos custo/benefício já feitos" e que "descansarão todos" sobre as vantagens de o projecto prosseguir. Afirmando-se "tranquilo e seguro" sobre a conclusão da tal "reavaliação", acrescentou que a construção do troço avançará assim que ela termine, até porque, não acontecendo isso, se perderiam 1500 milhões de euros em financiamento já acordados com a UE e com o BEI (Banco Europeu de Investimentos).

Sobre o acordo com o PSD - que levou o Governo a prescindir de cortes mais substantivos nas deduções fiscais -, afirmou continuar a achar que a proposta original do Executivo era melhor: "Não estou convencido, a nossa proposta era melhor." Contudo, "em nome do compromisso", decidiu ceder, porque sem isso o Orçamento não passaria. Mas, seja como for, as alterações introduzidas não desfiguraram o essencial: "O esqueleto ficou igual."

Adiantou ainda - embora sem grandes pormenores - que os cortes suplementares de 500 milhões de euros na despesa pública impostos por aquele acordo serão feitos nos orçamentos dos ministérios e acrescentando volume às receitas não fiscais.

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