Primeiro os comboios e só depois os automóveis

Autarca defende estudos de impacto visual da nova ponte

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, classificou ontem de "interessante" a proposta do Laboratório Nacional de Engenharia Civil ( LNEC ) para que a componente ferroviária da nova travessia do Tejo funcione primeiro que a rodoviária.


"É uma medida interessante proposta pelo LNEC . Não se trata da construção, mas da entrada em operação da ferrovia em antecipação relativamente à rodovia. Parece-nos, de facto, uma boa ideia da parte do laboratório", esclareceu o autarca à saída da reunião extraordinária do executivo municipal.


Na reunião, onde os vereadores discutiram exclusivamente a terceira travessia do Tejo, entre Chelas e Barreiro, estiveram presentes os presidentes do LNEC e da RAVE (empresa encarregue do projecto do comboio de alta velocidade) e o engenheiro projectista da ponte


António Costa esclareceu que "há um conjunto de questões técnicas importantes que permitirão melhorar do ponto de vista paisagístico a terceira travessia" e, nesse sentido, defendeu a realização de estudos complementares. Segundo o presidente da câmara, esses estudos incidem sobretudo na necessidade de a ponte "ter em conta as valências que a Administração do Porto de Lisboa (APL) considerou importantes para a actividade portuária - que têm consequências directas no impacto visual da travessia - ou se há outras soluções possíveis para dar uma resposta à actividade da APL que causem menos impactos visuais.


Para o autarca, parte das receitas das portagens da nova travessia deverão ser canalizadas a melhoria do o sistema de transportes públicos na cidade. António Costa, aliás, disse já ter colocado essa questão ao Ministério das Obras Públicas no âmbito de um grupo de trabalho que foi criado para identificar as intervenções que serão necessárias na rede viária.
"O relatório do LNEC enfatiza também a necessidade de todo o sistema de gestão de mobilidade da área metropolitana ter de ser considerado na gestão dos impactos desta nova travessia", rematou.

Exclusivos

Premium

Contramão na autoestrada

Concessionárias querem mais formação para condutores idosos

Os episódios de condução em sentido contrário nas autoestradas são uma realidade recorrente e preocupante. A maioria envolve pessoas idosas. O tema é sensível. Soluções mais radicais, como uma idade para deixar de conduzir, avaliação médica em centros específicos, não são consensuais. As concessionárias das autoestradas defendem "mais formação" para os condutores acima dos 70 anos.