Grandes obras podem ficar sem concorrentes

Os próximos concursos para as grandes obras podem ficar vazios, alertou ontem no Parlamento o ministro das Obras Públicas. Mário Lino rejeitou que a actual situação económica tenha sido responsável por ter deixado vazios os concursos lançados pelo Governo até agora, mas não excluiu que isso possa vir a acontecer.

"Nem na rede de alta velocidade, nem na rede rodoviária houve concursos que tivessem ficado em branco". Mas Mário Lino não exclui que isso "pode vir a suceder".

O ministro reagiu assim às críticas dos deputados que levantaram dúvidas sobre a capacidade das empresas, que conseguem as concessões, de se financiarem junto dos bancos, numa altura em que existem restrições ao crédito.

O PSD voltou a chamar a atenção para o facto de o actual cenário macroeconómico não ser o mesmo que estava previsto quando o Governo anunciou as obras públicas, e os deputados social democratas insistiram na necessidade do Governo reapreciar os investimentos.

Sobre a alienação da TAP, Mário Lino declarou que não há "qualquer data definida para a privatização da TAP", contrariando assim o Ministério das Finanças, que coloca a companhia aérea na lista das empresas a privatizar em 2009.

Relativamente à ANA-Aeroportos, o ministro garantiu que o Governo vai apresentar em breve o seu modelo de privatização. Mário Lino acrescentou que o executivo prevê lançar o concurso para a construção do novo aeroporto de Lisboa no próximo ano, "no primeiro semestre certamente", para "ter o aeroporto pronto em 2017".

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