Só há convergência dos partidos nos objetivos da comissão

Trabalhos da segunda comissão parlamentar de inquérito inciam-se quarta-feira, dia 2, sendo a primeira a ser ouvida a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque.

A Comissão Parlamentar de Inquérito ao Processo de Nacionalização, Gestão e Alienação do Banco Português de Negócios S.A. só tomou este nome depois de definido o âmbito alargado pelos grupos parlamentares, que abarca toda a atividade desta entidade desde novembro de 2008, quando o Governo, então liderado por José Sócrates, nacionalizou o BPN.

É a própria resolução que ao criar esta comissão "estabelece uma convergência dos objetivos definidos nos requerimentos apresentados pelos grupos parlamentares do PSD e CDS-PP e por deputados dos grupos parlamentares do PS, PCP, BE e PEV". Olhando para a génese da comissão e propósitos enunciados pelas diferentes bancadas, percebe-se que esta convergência enunciada esbarra no entendimento do que deve ser o foco da atenção da comissão.

Não é de estranhar que sociais-democratas e centristas alinhem, para inquirir já o atual governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e o seu antecessor, Vítor Constâncio, bem como o ministro das Finanças que decidiu a nacionalização, Teixeira dos Santos, e o último presidente do BPN antes dessa nacionalização, Miguel Cadilhe.

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