Sistema judicial "não está preparado" para o BPN

Uma reflexão que encerrou a publicação da Grande Investigação que o Diário de Notícias publicou sobre o escândalo BPN entre domingo, 29 de abril, e quinta-feira, 3 de maio.

A falta de capacidade do sistema judicial para responder de forma eficiente a processos-crime com a dimensão semelhante à do BPN foi um dos temas que marcou o debate realizado esta manhã no auditório do DN, em Lisboa.

O alerta foi dado por Rui Rangel, logo na sua primeira intervenção, quando afirmou que "o sistema judicial não está preparado para uma resposta, quer em termos de investigação quer em termos de decisão final num prazo razoável, que é o prazo aceite por qualquer cidadão de bem".

Para além do juiz desembargador do Tribunal da Relação de Lisboa, o debate contou com a participação do eurodeputado do PP Nuno Melo, que acompanhou a primeira comissão de inquérito ao BPN, de Manuel Meira Fernandes, administrador do BPN durante a presidência de Miguel Cadilhe, de Arnaldo Homem Rebelo, advogado que representa cliente lesados pelo BPN e ainda o presidente da Associação Nacional de Defesa dos Direitos dos Clientes do BPN, José António Henriques.

A falha da supervisão do Banco de Portugal, classificada como "clamorosa" por vários dos intervenientes, e a opção pela nacionalização, foram outras das questões que marcaram este debate.

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