"Não tenho dúvidas de que houve falhas clamorosas na supervisão"

O agora eurodeputado centrista Nuno Melo, mas que integrou a primeira comissão de inquérito, fala em entrevista ao DN de todo o processo.

Consideram-no a "estrela" da primeira comissão de inquérito. É justo?

Acho muito lisonjeiro. Limitei-me a fazer o trabalho de casa, tive as minhas fontes, consegui informação, trabalhei-a, selecionei-a. Tentei, em cada audição e para cada facto que queria demonstrar, ter um suporte probatório. Chegaram a acusar-nos de estarmos a pedir audições a metro, mas muitas dessas pessoas eram, na verdade, operacionais daquilo que acabou por ser o BPN. Tinham mais relevância e interesse do que chamar nomes sonantes por vezes sem informação.

Ao longo da comissão foram-lhe chegando vários documentos e teve encontros com várias pessoas que lhe traziam informação. Porque o escolheram a si?

Como fui conseguindo alguma informação, de início incipiente, às vezes documental, penso que quem via os trabalhos da comissão achou que fosse o instrumento mais eficaz para mostrar um ponto. Na verdade houve também pessoas que, estando envolvidas na operacionalização da gestão do BPN, tinham diferentes perspetivas. Portanto, se eu conseguia demonstrar algo em relação a um grupo de pessoas, o outro grupo também queria mostrar o contraponto.

Houve algum documento/informação que, se tivesse usado, responsabilizaria mais alguém?

Houve...

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