"Governo pensou liquidar o BPN, valeu intervenção de Passos"

A venda do BPN esteve quase para não se fazer, porque o BIC não gostou das imposições do Governo."Valeu a intervenção de Passos Coelho", diz Mira Amaral, presidente executivo do BIC.

Tomou conta do ex-BPN no início do mês de abril. Quando entrou foi surpreendido com algo de que não estava à espera?

Começámos a tomar conhecimento mais efetivo do banco a partir do dia 9 de dezembro, quando assinámos o contrato-promessa e pagámos o sinal. Após esse dia passámos a ter o direito de começar a vir ao banco e conhecer a realidade. Tivemos contacto com os serviços centrais e as suas agências, portanto quando entrámos em funções já tínhamos algum conhecimento prévio do banco, pelo que a esse nível não houve surpresas.

E a outros níveis?

Para já não. Não posso garantir com a certeza absoluta que isso não venha a acontecer, pois na gestão da carteira de créditos posso vir a ter surpresas.

Como foram os primeiros dias no banco? O que foi feito?

Os primeiros dias foram praticamente para instalar as pessoas aqui no edifício-sede. Depois a outra preocupação imediata foi a da mudança de imagem do banco, a alteração de cartazes do BPN para banco BIC no interior das agências. Agora, nas montras de todas as agências estamos a colocar umas peças em vinil a dizer que já somos banco BIC. Mais demorado, mas já em curso, é a substituição das letras de todas as instalações do banco, na sede e agências. Outra preocupação que tivemos foi que a atuação comercial das agências não parasse e, neste momento, o banco está a funcionar em velocidade de cruzeiro, em termos de funcionamento de gestão do crédito e de gestão de depósitos dos clientes.

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