BPN tentou criar um novo "Banco Insular" em São Tomé

Quando o passivo do banco de Cabo Verde começou a ficar incontrolável, a administração de Oliveira Costa tentou encontrar outra entidade para colocar as operações fora de balanço.

Pouco antes de Oliveira Costa ter abandonado a presidência do BPN e à medida que a situação do Banco Insular (BI) de Cabo Verde se tornava cada vez mais insustentável, a administração do BPN tentou criar uma espécie de Banco Insular em São Tomé. O projeto acabou por não avançar, mas ainda foram gastos cinco milhões de euros com a licença - pagos pelo BI de Cabo Verde.

Segundo apurou o DN, a ideia era limpar o passivo do banco de Cabo Verde, passando as operações fora de balanço para este novo banco. A administração do BPN chegou a pedir a um advogado de Lisboa para intermediar o negócio. E este manteve mesmo reuniões com o Banco Central de São Tomé, mas o projeto não passou do pagamento da licença, já que Oliveira e Costa demitiu-se pouco depois.

O DN tentou falar com este intermediário, que pediu para não ser identificado e recusou entrar em pormenores. Outras fontes ligadas à antiga administração do BPN, porém, mantêm uma versão diferente sobre o objetivo da criação do BI em São Tomé, e garantiram ao DN que esta entidade nada teria a ver com o modelo do BI de Cabo Verde.

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