Tribunal ouve últimas testemunhas

O tribunal de Aveiro continua a ouvir testemunhas de acusação sobre os alegados crimes relacionados com a Refer, passados quase seis meses sobre o início do julgamento do caso 'Face Oculta', e realizadas cerca de 50 sessões.

O coletivo de juízes já marcou as próximas oito sessões do julgamento, que vão decorrer até 17 de maio, estando prevista para a próxima quinta-feira a inquirição do ex-ministro das Obras Públicas Mário Lino.

Antes, na quarta-feira, dia em que terá lugar a 50.ª audiência, o tribunal vai inquirir o vice-presidente da Refer, Alfredo Vicente Pereira.

Na semana seguinte, a 8 e 9 de maio, o tribunal ouvirá as últimas duas testemunhas relacionadas com a Refer, designadamente José da Silva Sousa, responsável da Direcção de Contratualização, Procurement e Logística, e António Bentes Correia Alemão, ex-vogal do conselho de administração, que cessou funções em 2004.

Depois disso, faltará apenas ouvir a ex-secretária de Estado Ana Paula Vitorino, que irá prestar depoimento por escrito.

O julgamento entrará depois numa nova fase, com a inquirição das testemunhas relacionadas com os alegados crimes que envolvem a REN (Redes Energéticas Nacionais).

O sucateiro Manuel Godinho e outros 35 arguidos começaram a ser julgados em novembro de 2011 e o julgamento entrou numa velocidade cruzeiro com a realização de quatro sessões semanais.

Menos de um mês depois, o julgamento foi suspenso e esteve parado cerca de um mês devido ao internamento da juíza Liliana Carvalho, vindo a ser reatado já depois das férias judiciais da quadra do Natal.

Nessa altura, o coletivo de juízes decidiu reduzir de quatro para três o número de sessões semanais, para a magistrada recuperar da intervenção cirúrgica a que foi submetida.

Até agora já foram ouvidos seis arguidos e mais de 50 testemunhas, entre inspetores da Polícia Judiciária, administradores, ex-administradores e funcionários da Refer.

O processo 'Face Oculta' está relacionado com uma alegada rede de corrupção que teria como objetivo o favorecimento do grupo empresarial do sucateiro Manuel Godinho nos negócios com empresas do setor empresarial do Estado e privadas.

Entre os arguidos estão personalidades como Armando Vara, ex-administrador do BCP, e José Penedos, ex-presidente da REN, e o seu filho Paulo Penedos.

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