Mário Lino ouvido como testemunha depois da Páscoa

O ex-ministro das Obras Públicas Mário Lino vai ser chamado para ser ouvido enquanto testemunha de acusação no julgamento do processo "Face Oculta", na primeira quinzena de abril.

O coletivo de juízes que está a julgar o caso procedeu hoje ao agendamento das testemunhas para as próximas duas semanas de sessões, que vão ter lugar após as férias judiciais da Páscoa.

O ex-ministro socialista, cujo nome surge na famosa lista de prendas de Manuel Godinho, principal arguido no processo "Face Oculta", será ouvido na sessão que está marcada para 11 de abril, juntamente com o presidente da Refer, Luís Pardal.

Nessa audiência, o antigo titular da pasta das Obras Públicas deverá esclarecer as alegadas pressões que terá sofrido do ex-ministro Armando Vara e do gestor Lopes Barreira, coarguidos no processo, para destituir Luís Pardal das suas funções de presidente da administração da Refer, como refere a acusação.

Mário Lino deverá ainda ser confrontado com as declarações da ex-secretária de Estado dos Transportes Ana Paula Vitorino que, durante a fase de instrução, disse ter sido abordada pelo então ministro para resolver o conflito existente entre a Refer e o grupo de Manuel Godinho, alegando que as empresas do sucateiro eram "amigas do PS".

Nas seis sessões que se vão realizar entre 10 e 19 de abril serão ouvidas 18 testemunhas de acusação e duas testemunhas arroladas pela Refer, que se constituiu como assistente no processo.

O processo "Face Oculta" está relacionado com uma alegada rede de corrupção que teria como objetivo o favorecimento do grupo empresarial do sucateiro Manuel Godinho nos negócios com empresas do setor empresarial do Estado e privadas.

Entre os arguidos estão personalidades como Armando Vara, ex-administrador do BCP, e José Penedos, ex-presidente da REN - Redes Energéticas Nacionais, e o seu filho Paulo Penedos.

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