Manuel Godinho vai saber em liberdade se será julgado

O advogado do arguido Manuel José Godinho, o único preso preventivo do processo Face Oculta, disse hoje que o seu cliente vai saber em liberdade se será submetido a julgamento, numa decisão a ser conhecida a 14 de Março.

"O prazo da prisão preventiva extingue-se na segunda-feira, dia 28, mas, pelo que percebi, infelizmente os relatórios médicos, que eu não conheço, vêm confirmar o estado de saúde gravíssimo de Manuel Godinho", afirmou Artur Marques, mostrando-se convencido de que o seu cliente sairá antes de expirar o prazo de um ano e quatro meses de prisão.

Caso a decisão instrutória, que serve para saber quais os arguidos que vão a julgamento, fosse conhecida no dia 28, havia a possibilidade de Manuel Godinho continuar preso preventivamente, ele que está acusado de corrupção, associação criminosa e tráfico de influências, entre outros crimes.

O defensor do sucateiro Manuel Godinho concordou com a decisão do juiz: "Estando pendente avaliar o seu estado de saúde e estando ainda em curso a instrução, a prisão preventiva é válida, logo não vejo razão para que o libertasse já, estou de acordo com esta decisão", afirmou aos jornalistas.

A decisão instrutória será anunciada numa sessão no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, anunciou hoje o juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal.

O Ministério Público acusou 34 pessoas e duas empresas no âmbito do processo Face Oculta, que está relacionado com alegados casos de corrupção e outros crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado Manuel Godinho. Entre os arguidos estão também Armando Vara, ex-administrador do banco Millenium BCP acusado de três crimes de tráfico de influências, e José Penedos, ex-presidente da REN (Redes Energéticas Nacionais), acusado de dois crimes de corrupção e dois de participação económica em negócio.

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