Juiz de Aveiro manda destruir últimas escutas a Sócrates

O juiz presidente do tribunal de Aveiro que está a julgar o processo de crimes de corrupção Face Oculta determinou a destruição do que serão as últimas escutas ainda existentes envolvendo o ex-primeiro-ministro José Sócrates, decisão da qual não é passível recurso.

Interceções de voz e sms feitas pela Polícia Judiciária de Aveiro ao arguido Armando Vara, "alvo" acusado de tráfico de influência.

O juiz Raul Cordeiro negou esta manhã a pretensão da defesa de Paulo Penedos, advogado acusado de tráfico de influência, em aceder aos produtos em causa por ter sido dada ordem de destruição pelo presidente do supremo tribunal de justiça, Noronha de Nascimento, em Dezembro de 2010 e que será "executada oportunamente".

O magistrado foi ao encontro da equipa de procuradores do Ministério Público (MP) encarregada da acusação, que tinha manifestado oposição ao requerimento de acesso às interceções em causa (cinco registos de vozes e 25 mensagens de telemóvel).

Paulo Penedos, filho de José Penedos, ex-presidente da REN, também arguido, considerou as escutas "relevantes" para a sua defesa.

São cópias de duplicações que o juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, Carlos Alexandre, determinou manter no processo até que o incidente das escutas suscitado logo na fase de inquérito fosse esclarecido.

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