Greve geral obriga a cancelar audiência do Face Oculta

A audiência do mediático julgamento do caso 'Face Oculta', que estava prevista para hoje no tribunal de Aveiro, não se realizou devido à greve geral.

O coletivo de juízes e os procuradores do Ministério Público, advogados e vários arguidos marcaram presença no tribunal, mas a ausência das duas oficiais de justiça (uma escrivã-adjunta e uma escrivã auxiliar) que estão destacadas para o julgamento, inviabilizou a realização daquela que seria a 39ª sessão.

O julgamento prossegue, assim, na próxima terça-feira com a inquirição de mais cinco testemunhas de acusação, entre as quais o ex-vice-presidente da Refer José Osório da Gama e Castro, que fez parte da administração presidida por Braamcamp Sobral, já ouvido enquanto testemunha.

No mesmo dia, o coletivo de juízes ouvirá ainda António Trovisco, presidente da Junta de Freguesia de Vale da Porca, em Macedo de Cavaleiros, Manuel Fernandes Fortalezas Garcia, José Manuel Caldeira e Graça Maria Rosa Bruno.

O julgamento, que começou no dia 8 de novembro de 2011, está relacionado com uma alegada rede de corrupção que tinha como objetivo o favorecimento de um grupo empresarial de Ovar ligado ao ramo das sucatas nos negócios com empresas do setor empresarial do Estado e privadas.

No banco dos réus estão sentados 36 arguidos (34 pessoas e duas empresas), entre os quais o ex-ministro do PS Armando Vara e o ex-presidente da REN José Penedos, que respondem por centenas de crimes de burla, branqueamento de capitais, corrupção e tráfico de influências.

Até agora, já foram ouvidos seis arguidos (Armando Vara, José Penedos, Paulo Penedos, António Paulo Costa, José António Contradanças e Namércio Cunha) e 29 testemunhas de acusação.

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