Depoimento de Mário Lino adiado para 3 de maio

O tribunal de Aveiro adiou para 03 de maio a audição do ex-ministro das Obras Públicas Mário Lino, que devia começar a ser ouvido hoje como testemunha de acusação no julgamento do processo 'Face Oculta'.

No recomeço da audiência, após a pausa para o almoço, o juiz presidente Raul Cordeiro informou que decidiu continuar a ouvir o presidente da Refer, Luís Pardal, que começou a prestar declarações esta manhã como representante da assistente.

O ex-ministro socialista, cujo nome surge na famosa lista de prendas de Manuel Godinho, principal arguido no processo 'Face Oculta', deverá regressar a Aveiro no dia 03 de maio para prestar depoimento em audiência às 09:30.

Questionado pelos jornalistas no exterior do tribunal, Mário Lino escusou-se a prestar declarações sobre o processo.

Na acusação, o Ministério Público sustenta que o antigo titular da pasta das Obras Públicas terá sofrido alegadas pressões do ex-ministro Armando Vara e do gestor Lopes Barreira, coarguidos no processo, para destituir Luís Pardal das suas funções de presidente da administração da Refer.

Durante a fase de instrução, a ex-secretária de Estado dos Transportes Ana Paula Vitorino disse ter sido abordado pelo então ministro para resolver o conflito existente entre a Refer e o grupo de Manuel Godinho, alegando que as empresas do sucateiro eram "amigas do PS".

O processo 'Face Oculta' está relacionado com uma alegada rede de corrupção que teria como objetivo o favorecimento do grupo empresarial do sucateiro Manuel Godinho nos negócios com empresas do setor empresarial do Estado e privadas.

Entre os arguidos estão personalidades como Armando Vara, ex-administrador do BCP, e José Penedos, ex-presidente da REN (Redes Energéticas Nacionais), e o seu filho Paulo Penedos.

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