Poupar desde pequeno

A Direcção-Geral do Consumidor lançou um decálogo para ensinar as crianças a poupar. Considera importante criar hábitos de aforro desde muito cedo.

"De pequenino é que se torce o pepino." A frase popular serviu ao Ministério da Economia, através da sua Direcção-Geral do Consumidor, para lançar um decálogo de gestão financeira especialmente pensado para jovens. Esta é uma das formas pensada a nível governamental por ocasião da passagem de mais um Dia Mundial da Poupança, que hoje se comemora.

"A poupança é um investimento seguro", diz Mónica d'Andrade, sub-directora-geral do Consumidor, em declarações ao DN. "Por isso devemos ensinar algumas fórmulas às crianças, que é quando se forma a personalidade", avança a mesma responsável. Mónica d'Andrade afirma que os conselhos são para distribuir "desde a primária". Reconhece que há um grande endividamento das famílias "mas isso não é motivo para que se perca o hábito de poupar".

A criação do Gabinete de Orientação ao Endividamento dos Consumidores (GOEC), organismo tutelado em conjunto pela DGC e pelo ISEG, é outra das fórmulas encontradas pelo Governo para ajudar as famílias a gerir os seus orçamentos. Nesse espaço o consumidor encontra profissionais que dão "apoio técnico e aconselham a recuperação de situações familiares de pré-insolvência", lembra Mónica d'Andrade.

Sobre o papel da banca no alerta contra o endividamento, Mónica d'Andrade refere que "fazem o papel deles". Recorda apenas que ainda não viu uma reacção ao "desafio lançado pelo secretário de Estado [do Comércio e Defesa dos Consumidores] para que seja criado um centro de arbitragem do sector, no âmbito de uma auto-regulação".

Nem de propósito, o BES acaba de divulgar o resultado de um inquérito a crianças entre os 6 e os 13 anos sobre poupança. "A formação do sentido de poupança nas crianças portuguesas", efectuado em conjunto com a Associação Portuguesa de Estudos de Mercado (APEME). Para 60% dos inquiridos, a mesada serve para poupar, enquanto 16% gastam o dinheiro que os pais dão a almoçar e apenas 7% reconhecem que gastam mais em doces e gelados. Cerca de metade (51%) recebem mesada.

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