Empréstimos Dívidas à banca estão a limitar despesas de consumo

O consumo interno nacional tem evoluído acima do rendimento real disponível, nos últimos anos, apoiado pelos empréstimos às instituições financeiras, o que fez disparar o nível de endividamento dos portugueses.

Esta tendência vai continuar? O Banco de Portugal afirma que este modelo de despesa poderá estar a chegar ao fim e que a partir de agora as despesas das famílias vão evoluir de acordo com o rendimento disponível - a soma dos salários com as transferências sociais, como pensões, deduzido de impostos.

É que os mais recentes dados oficiais indicam que, em média, o valor das dívidas contratadas à banca (em empréstimos de habitação ou ao consumo) ultrapassam em cerca de 120% o salário anual dos portugueses.

O tamanho deste endividamento familiar - pelos padrões europeus é considerado elevado - está a limitar o crescimento das despesas em consumo, bem como a contratação de novos empréstimos para a habitação. Acresce ainda que o serviço da dívida - pressionado pelos aumentos das taxas de juro, desde Dezembro de 2005 - tende aumentar, sobrecarregando os orçamentos familiares.

Por exemplo em Outubro, no crédito bancário ao consumo, as taxas de juro aumentaram 64 pontos-base, estacionando nos 9,7%, enquanto no segmento da habitação o preço do dinheiro subiu dez pontos-base, para uma média de 4,3%.

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