O dia mais positivo da história do PSI-20

A praça portuguesa viveu, ontem, um dia que vai ficar para a história dos mercados financeiros. O índice PSI-20 subiu 8,03%, o mais registo diário mais positivo desde que aquele indicador foi formado em 1993. O anterior ganho diário mais expressivo tinha acontecido na distante sessão de 29 de Outubro de 1997 (+7,19%).

O mercado português acompanhou, assim, o sentimento geral de alívio que marcou a última sessão de uma das semanas mais turbulentas de sempre nos mercados mundiais. As várias iniciativas das autoridades federais norte-americanas para travar as repercussões da crise nas hipotecas de alto risco (desde "nacionalizações", injecções de liquidez, ajudas a aquisições na banca de investimento), tinham falhado na tentativa de restaurar a confiança no sector bancário mundial. Finalmente, o pacote para "limpar" os activos "tóxicos" dos balanços resultou.

Contudo - tendo em conta a reduzida exposição da banca portuguesa ao subprime -, foi a outra grande medida do dia que estimulou as ímpares recuperações das cotadas portuguesas. Em especial, das grandes capitalizações. Isto porque foram títulos como a EDP (+11,8%), o BCP e o BES (+10%), a Zon Multimédia (+10,1%) ou Galp (+7,4%) aqueles que mais sofreram, nas sessões anteriores, com as vendas a descoberto (short selling) efectuadas pelos investidores de alto risco.

A limitação desta prática - venda de acções "virtuais"/descida do seu valor/ compra real mais barata das acções/obtenção de lucros - inverteu de imediato as ordens de venda na Bolsa de Lisboa.

Segundo um analista, "os grandes títulos em Lisboa sofreram muito com o short selling, sobretudo com o facto de estes investidores terem ficado com posições curtas deste tipo em Portugal e longas nas congéneres espanholas". Na sessão de ontem, quase todos os títulos do PSI-20 registaram subidas pronunciadas.

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