Plano Bush já tem 451 páginas...

A primeira versão do plano Bush - esmagadoramente criticada por economistas - tinha três páginas e referia apenas as medidas para "limpar" os activos expostos ao subprime dos balanços dos bancos. A mais recente versão - aprovada esta madrugada pelos membros do Senado com 74 votos a favor e 25 contra - já tem 451 páginas e transformou-se numa gigantesca peça de legislação que já deixou de ser exclusivamente financeira.

Numa tentativa de contentar todos os críticos das primeiras versões, foram sendo incluídas várias propostas de lei que estavam "encravadas" no Congresso dos EUA. É neste contexto que se inclui medidas como os benefícios fiscais de 150 mil milhões de dólares (108 mil milhões de euros) para incentivar a utilização das energias renováveis. Ou o aumento dos direitos para quem sofra de doenças mentais.

O plano de 700 mil milhões de dólares para comprar os activos tóxicos gerados pelas falências no crédito hipotecário de alto risco nos EUA ( subprime ), aumenta consideravelmente o seu impacto na dívida pública norte-americana. No entanto, embora essa circunstância já tenha merecido a crítica de alguns membros do Congresso, existia ontem a confiança generalizada de que o plano acabará por ser aprovado pela Câmara dos Representantes na votação prevista para hoje.

Uma convicção que assenta no receio de que a pior sessão em Wall Street desde o crash de 1987, na passada segunda-feira, possa repetir-se e colocar em risco as poupanças de milhões de norte-americanos. No entanto, as bolsas de Nova Iorque voltaram, ontem, às fortes quedas, com o Dow Jones a perder mais de 3% a meio da sessão. Uma reacção aos sinais económicos que fortalecem o cenário de recessão.

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.