Ideias a ter em conta antes de investir as poupanças

Os conselhos sobre os procedimentos a tomar antes de tomar uma decisão de investimento ganham especial relevo depois da crise de confiança que assolou os mercados financeiros. E que acabou por contagiar as economias de forma global.

DIVERSIFICAR

É um dos critérios mais importante no momento de poupar. A magnitude da crise financeira com epicentro no crédito de alto risco nos EUA fez com que todos os tipos de activos fossem violentamente atingidos. No entanto, alguns serviram de refúgio. Quem diversificou as fontes de rendimentos poderá ter compensado as perdas em acções com ganhos nas aplicações de tesouraria. Em 2009, a liquidez, a dívida pública, o ouro e algumas acções podem ser um cocktail suficientemente equilibrado.

PERFIL DE RISCO

A capacidade para resistir às perdas define o perfil de risco de um aforrador. E 2008 foi um óptimo ano para testar essa capacidade. Foram muito poucos os investidores que não entraram em pânico com as quedas abruptas das bolsas. Quem resistiu dias ou semanas, pode considerar-se um investidor com perfil de risco. Quem se assustou logo com as primeiras quedas, dificilmente tem perfil para continuar a investir em activos de risco como as acções. Por outro lado, baixo perfil de risco, baixos rendimentos.

OBJECTIVO

Antes de tomar qualquer decisão de poupança, o aforrador deve definir o horizonte temporal das suas aplicações. Ou um objectivo concreto para esse investimento. Para poupar para a reforma, as acções são vistas como a melhor solução de longo prazo (embora, essa noção dependa da idade). Para investir numa casa a dois ou três anos, as obrigações das empresas podem ser mais adequadas. No caso de ser preciso usar o dinheiro no espaço de meses, os depósitos a prazo oferecem as melhores soluções.

INFORMAÇÃO

O acompanhamento regular da situação financeira é fundamental para evitar desgostos no final do prazo de investimento. É aconselhável seguir com atenção os saldos das contas, os balanços das aplicações ou os preços dos títulos. Para além desta questão, é útil acompanhar, na medida do possível, a actualidade dos mercados financeiros, da economia e das empresas, como forma de tentar antecipar eventuais problemas que possam ter consequências negativas nas aplicações.

FORMAÇÃO

Aqui está um conceito que ganhou uma nova dimensão na sequência da crise financeira iniciada com o subprime . Dada a complexificação das soluções de poupança oferecidas pelos bancos, o cliente/investir deve possuir - ou procurar alguém que possua - conhecimentos suficientes para avaliar bem o risco dos produtos. Por outro lado, aconselha-se que esse apoio técnico não seja procurado junto da própria instituição financeira, já que os objectivos das duas partes envolvidas não são exactamente os mesmos.

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