Chumbo do plano Bush provoca caos em Wall Street

As bolsas dos EUA responderam com o pior dia desde o ‘crash’ de 1987 ao chumbo na Câmara dos Representantes do plano da Casa Branca para comprar os ‘activos tóxicos’ que já provocaram várias ‘nacionalizações’ nos EUA e, agora, na Europa.

Bastaram as decisões de 12 representantes do povo norte-americano para que as bolsas de Wall Street registassem o pior dia desde o crash de 1987.
E para gerar o pânico a nível global de que se assista a uma “cascata”de falências ou “nacionalizações” de grandes instituições financeiras. O plano patrocinado pela Administração Bush teve 228 votos contra e 205 a favor na Câmara dos Representantes do Congresso dos EUA. Uma diferença de 23 votos.

O final da votação foi recebido com um profundo silêncio na sala de mercados de Nova Iorque. continha algumas das condições impostas ao plano inicial (ver caixa ao lado).Masavotaçãofoidividida.133republicanos opuseram-se, tal como 95 democratas. O apoioveiode140democratas e 65 republicanos.

A oposição à maior injecção de dinheiro público (700 mil milhões de dólares) no sistema financeiro desde a Grande Depressão da décadade30 teve por base convicções políticas, com de alguns membros, mas apenas dois muitos dos representantes que votaram “não” a justificarem-se com a falta de te esses 40 minutos, já as quedas das apoio dos cidadãos que os elegeram.

O argumento é que não querem utilizar o dinheiro dos contribuintes para resolver os problemas provocados por maus investimentos dos profissionais de WallStreet. Como resumiu à Lusa o economista Ricardo Reis, da Universidade de Columbia,“ o espírito por detrás do plano é antimercado, anticapitalista e antiliberal”.

Já os representantes que votaram a favor do plano alertaram para o impacto da recusa em comprar os “activos tóxicos” espalhados pelo sistema financeiro mundial, aprofundando os danos que já chegaram à Europa. Ontem, vários bancos europeus tiveram de ser alvo de intervenções estatais, à imagem do que aconteceu nos EUA. O plano visava, precisamente, retirar dos balanços e das carteiras deinvestimento dos bancos os activos que tinham sido reduzidos a zero devido às falências no mercado de crédito de alto risco nos EUA (subprime).

Os apoiantes do plano sublinharam também o risco que um eventual “efeito-dominó” de falências ou intervenções representa para as poupanças de milhões de norteamericanos (e não só) dada a consequente queda das bolsas, acentuada pelo pânico que, já ontem nos EUA, ganhou novos contornos de gravidade.

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