A CHICANA POLÍTICA E O FUTURO DO BCP

Acrise no BCP deixou de ser um tema económico e tornou-se um assunto político. Ou melhor, uma chicana entre a oposição e o Governo: com aproveitamento desmesurado por parte do PSD (que se colocou em bicos de pés na questão das nomeações partidárias, esquecendo o passado e o facto de nenhum partido ter o cadastro limpo nessa área) e respostas perfeitamente a destempo por parte de ministros do Governo (como a metáfora dos polícias e dos ladrões de Teixeira dos Santos e, ontem, a resposta de Santos Silva à presença de Bagão Félix nas jornadas parlamentares do PSD).

Aos sociais-democratas interessou fazer passar a ideia de que a escolha de Santos Ferreira para liderar uma lista de consenso, saindo do maior banco público para liderar o maior banco privado português, tinha mão do Governo. Aos socialistas interessou manter a imagem de que a direita defende a banca e os grandes banqueiros do País. Só neste cenário se pode compreender a histeria política dos últimos dias em redor de um caso económico-financeiro que hoje terá - espera-se - o princípio do fim.

Porque os factos são simples: são os accionistas quem vai decidir o futuro do BCP , elegendo um novo presidente e determinando o futuro dos seus investimentos.

Quanto ao passado, só uma investigação séria e eficaz poderá trazer respostas. Que limpará ou trará graves prejuízos para a imagem dos visados.

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