Banco já entregou defesa à CMVM

O BCP entregou ontem à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a sua argumentação de defesa no processo de contra-ordenação por prestação de informação falsa ao mercado, instaurado por esta autoridade.

Tratou-se do último dia do prazo para o banco apresentar, enquanto os administradores, acusados individualmente, têm até meados de Fevereiro, uma vez que as acusações ao banco e aos nove administradores e directores do BCP não saíram todas no mesmo dia.

A acusação da CMVM foi enviada ao banco no passado dia 12 de Dezembro, tendo seguido no mesmo dia para alguns dos visados em nome individual, apesar de algumas das notificações só terem sido recebidas na semana seguinte.

Esta autoridade de supervisão optou por fazer acusações particulares, ao contrário do Banco de Portugal, que preferiu uma acusação genérica, ou seja, idêntica para sete administradores e directores acusados, no caso desta autoridade.

De acordo com fontes do banco, a insti tuição vai alegar, na sua defesa, que sempre cumpriu as regras em vigor na altura dos acontecimentos e que nunca tentou ocultar as offshores.

Uma das argumentações a avançar é o facto de estas sociedades terem estado sempre presentes nas assembleias gerais do banco, como demonstram as folhas de presença dessas reuniões.

O DN noticiou esta semana que o BCP comunicou ao Banco de Portugal a existência de, pelo menos, cinco das 17 offshores consideradas ocultadas por parte da autoridade de supervisão. A comunicação foi feita em Abril de 2001, no decorrer de uma inspecção da autoridade de supervisão, ao crédito de grandes clientes do BCP.

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