Horta e Costa nega comissão nos CTT

Ex-presidente dos CTT veio a público exigir que a PJ "faça prova das acusações" no caso da venda de imóvel

O ex-administrador dos CTT, Carlos Horta e Costa, negou ontem ter recebido qualquer comissão pela venda de um edifício dos Correios em Coimbra, que está a ser investigada pela Polícia Judiciária.

"Nunca recebi na vida nenhuma comissão fosse pelo que fosse. É difamatório fazerem estas acusações. Eles [a PJ] que façam a prova e, se recebi algum dinheiro, queria saber onde está", afirmou Horta e Costa, presidente da administração dos CTT de 2002 a 2005.

Foi uma carta anónima, enviada ao Ministério Público em 2005, que desencadeou o caso CTT. Em causa está a venda do prédio dos CTT em Coimbra, a 20 de Março de 2003, por 14.814.295,24 euros à Demarge que, no mesmo dia, revendeu o imóvel à Espírito Santo Fundos de Investimento, SA por 20 milhões de euros.

A queixa é pormenorizada e está suportada por documentação. A PJ suspeita que terão sido entregues aos ex-administradores Horta e Costa e Manuel Baptista um milhão de euros, que terão passado pelo BPN rumo a paraísos fiscais, refere a Lusa citando fonte judicial.

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